Com as mãos nos bolsos, puxando a justa calça preta para baixo e deixando parte da barriga à mostra, ela parecia muito mais sexy que o normal. A blusa de botão incrivelmente apertada, deixava a mostra parte dos seios que não podiam ser contidos pelo sutiã vermelho acetinado. Tenho uma surpresa para você. – Falei. Mesmo curiosa, ela não indagou a natureza da surpresa, apenas lançou seu olhar inquisidor e disse “surpreenda-me.”. Então, dirigi-me ao final da sala para invadi-la com a música. Ela havia me dito repetidas vezes que não via a hora de foder ouvindo aquela canção. É, foder. Já ouvira aquela mulher usando todos os verbos que designam essa ação; foder, trepar, transar, mas nunca, jamais, fazer amor. Eu me perguntava o porquê. Certo dia, conversando com um barbudo que muito a acompanhava, perguntei se ele conhecia o fato que originou essa aversão. Ele, tragando lentamente seu cigarro de cawboy, revelou que, dos doze homens que ele sabia que ela havia levado para a cama, nenhum deles tinha sido amado por ela. Continuou dizendo que ela deveria ter uma espécie de regra, de nunca conciliar sexo com amor, maldita regra que fez com que ela nunca houvesse transado com ele. Alegava que, dessa forma, poderia contaminar o amor com dor, e isso era uma angústia que ela não poderia suportar.
Não contente com a tal resposta, decidi perguntá-la, ela, despreocupadamente, me disse “Amor é uma palavra muito forte, quase proibida.”. Pronto, isso era tudo que eu conhecia de sua conduta amorosa, isso e suas calcinhas de renda, isso e suas fantasias loucas. Ainda assim, eu estava completamente envenenado por ela. A música se desprendeu das caixas de som, ela, rapidamente, desabotoou a blusa, as calça, e, tive a impressão de que desabotoaria qualquer outra peça que houvesse para desabotoar. Aquela visão de mínimas vestes vermelhas me fez lembrar do diabo, diabo esse, que ela, provavelmente, trazia entre as pernas. E eu já não me importava mais com a falta de amor, aliás, eu me importava com pouquíssimas coisas naquele instante. Ela deitou na cama e eu beijei-lhe os pés, subindo pelas pernas, por dentro de suas coxas. Ela acariciou meus cabelos por todo o tempo que fiquei parado ali. Foi demorado, mas alcancei seu umbigo, que, sem exageros, era lindo, perfeitamente simétrico, redondinho. Ela me puxou pelos braços, segui. Desabotoei seu sutiã, ergui suas costas da cama e a abracei com força. Sentia suas unhas fincadas nas minhas costas, suas pernas sobre as minhas e suas idéias esparramadas na minha cama. E, naquele momento de regozijo libidinoso, parte de mim era tristeza, pois eu sabia, infelizmente, que aquela era a única forma na qual eu poderia estar dentro dela.
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